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Mina da Vale, cidade fantasma na Argentina.

BUENOS AIRES — A decisão da Vale de suspender o projeto de potássio Rio Colorado, no sul da província argentina de Mendoza, transformou o acampamento onde até dezembro passado trabalhavam cerca de seis mil pessoas numa espécie de cidade fantasma. Naquele mês, os trabalhadores entraram em férias coletivas. Não voltaram mais à ativa. Hoje, continuam no local apenas seguranças e cozinheiros.
Para Malargue, cidade localizada a 250 quilômetros da jazida que até pouco tempo atrás era explorada pela Vale e onde vivem 25 mil pessoas, a retirada da gigante brasileira foi dramática: cerca de 800 funcionários estão esperando o resultado de uma negociação sindical com as empresas envolvidas no projeto, na expectativa de continuarem recebendo seus salários pelos próximos seis meses. Enquanto isso, esses trabalhadores recebem menos da metade do que ganhavam quando o projeto estava de pé.
Dificuldade para pagar conta
Muitos já enfrentam dificuldades para pagar contas e quitar dívidas, contraídas quando nada parecia indicar que a mineradora interromperia o que prometia ser o maior investimento da História da Argentina (cerca de US$ 6 bilhões). Eles ganhavam entre 8 mil e 14 mil pesos (US$ 1.568 e US$ 2.745), salários considerados muito bons na região. Vários aproveitaram para comprar um carro ou algum eletrodoméstico.
A Vale assegura ter investido em torno de US$ 2,2 bilhões, e a grande incógnita neste momento para os trabalhadores de Mendoza é o que acontecerá com o projeto. Quando a empresa anunciou a suspensão de Rio Colorado, mês passado, o ministro do Planejamento da Argentina, Julio De Vido, assegurou que “o projeto vai continuar com ou sem a Vale”. Em Mendoza, não se acredita na possibilidade de uma expropriação, mas ninguém sabe como será o desfecho de uma guerra que ainda parece estar longe do fim.
— O clima é de muito mal-estar e incerteza sobre o futuro. O risco de caos social é grande — disse o presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Mineração de Malargue, Lisandro Jaegui. — Não estaríamos de acordo com uma expropriação, mas não sabemos o que poderá acontecer.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mina-da-vale-cidade-fantasma-na-argentina-8048933#ixzz2TJfcWJG2 

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