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Parauapebas a cidade onde Ninguém respeita


Parauapebas é a cidade do desrespeito... Nos bancos, no trânsito em geral, no atendimento à população, na saúde, mas acima de tudo, nos transportes públicos. 

Bairros como Parque dos Carajás não possuem linhas próprias para circular por suas ruas, os moradores dali têm que andar quilômetros até chegar às paradas das Br’s. Paradas essas que demoram entre 30 e 40 minutos para passagem de vans. Você acha pouco tempo?! Some a isto a quantidade de vans que passam lotadas sem a condição de qualquer outra pessoa entrar e assim não param. Portanto, se você tem hora pra chegar ao seu destino chegue duas horas antes na parada e tente a sorte com todas as vans vindas da Cidade Jardim.

Hoje amanheceu chovendo, então minha tia me deixou na parada, bom pelo menos deduziu o tempo de caminhada. Por sorte, pela chuva e por não ter começado as aulas ainda consegui pegar a primeira van que passou com alguns bancos vazios. Na hora que entrei outra van cruzou nosso caminho numa correria terrível, assim, como se estivéssemos participando da Formula 1 começou minha viagem para o escritório.

Algumas paradas seguintes, depois de muita correria, dois idosos com sua neta pedem passagem para entrar na van. E assim começa uma diversidade de xingamentos vindos do motorista, tais como: velho desgraçado, entra logo velho lerdo, e por aí vai. Assim que o casal consegue entrar o motorista, temendo a van concorrente que estava logo atrás, olha para eles e diz: “senta logo” e arranca com o carro. O senhor nervoso praticamente joga a esposa no banco e senta como dá para não cair no chão enlameado daquela van. E novamente nos encontramos no meio de uma corrida, com todas as pessoas que estão em pé topando uma na outra pra não cair nas curvas enlouquecidas feitas por aquele motorista.

Alguns quilômetros à frente, sem motivo aparente o motorista para em uma parada e simplesmente fica ali, como se nós, os passageiros, não tivéssemos horário. Algumas pessoas questionam a razão a qual não andamos e o delicado motorista responde: “se tiver incomodado pode descer e pegar outra van.” Fiquei inconformada, mas desde que soube que na semana do réveillon um vanzeiro atropelou um passageiro simplesmente por ele ter reclamado de sua conduta fui obrigada a ficar calada. E assim me mantive: sentada, sem dizer uma palavra, inconformada e temendo pela minha segurança. Depois do que pareceram 5 minutos seguimos viagem, numa correria sem fim. 

Ao longo das ruas Rio de Janeiro e Marabá a van foi lotando e no fim do percurso eu já contava cerca de 15 pessoas abarrotadas em pé naquele ínfimo espaço. Sem diminuir a velocidade, como se transportasse animais ou trecos continuamos nosso caminho até que cheguei na minha parada, agradeci, paguei e segui o resto do meu caminho.

Muitas coisas precisam mudar, eu sou consciente de que melhorias levam um tempo incontável para ser notado, mas é preciso dar o primeiro passo. O que eu espero é que esse novo governo tome consciência da existência da crescente população e Parauapebas, e façam o possível para que problemas como esse sejam resolvidos. O que o povo quer não é dentadura ou trocados, quer respeito, viver com dignidade, ser tratado como gente.

Por Mayara Régia

Um comentário:

  1. Tem que tem uma linha que venha na PA direto para a portaria isto sim poder ajuda muito.

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