São muitos os entraves e empecilhos atingem a atividade florestal paraense. Destacam-se a falta de definição fundiária em áreas do Estado e escassez de áreas designadas para a produção florestal; o atraso na liberação, por parte do Governo, dos planos de manejo para obtenção de matéria-prima para a indústria de base florestal, além dos altos encargos trabalhistas e tributários.
Apesar das adversidades, o setor madeireiro/florestal representa um dos mais importantes segmentos da economia do Pará. É responsável por injetar quase 1 bilhão de reais por ano na economia do Estado e empregar direta e indiretamente mais de 180 mil pessoas, desenvolvendo as suas atividades com estrito respeito às leis e mínimos impactos ambientais.
O Estado, no entanto, através da Sema - Secretaria de Estado de Meio Ambiente, não vinha considerando esses números e não dedicava a atenção e o respeito que o setor merece. A Sema vinha criando sérias dificuldades à atividade, burocratizando excessivamente os licenciamentos ambientais, criando procedimentos desnecessários, estabelecendo prazos inexplicavelmente longos para o atendimento às demandas de técnicos e empresários do setor, além de muitos outros entraves.
No dia 4 de novembro de 2013, o setor florestal/madeireiro paraense resolveu dar um basta nessa situação. Nesse dia, às 8 horas da manhã foi desencadeada uma grande manifestação às portas da Sema, em Belém.
Centenas de trabalhadores e produtores vindos dos mais importantes polos madeireiros do estado, além de técnicos e engenheiros florestais postaram-se à frente da Secretaria, ao lado de um grande carro de som, portando faixas exigindo respeito e dignidade.
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Empresários e trabalhadores do setor florestal/madeireiro mostram força e poder de mobilização às portas da Secretaria de Meio Ambiente.
O movimento foi organizado e liderado pelo engenheiro florestal Leonardo Carvalho, com o apoio da APEF-Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Pará e de outras entidades de empresários e trabalhadores do setor.
Depois de duas horas de discursos e palavras de ordem, a Secretaria, por determinação do seu titular José Alberto Colares, resolveu abrir as portas para uma negociação.
Na reunião que se seguiu, as lideranças apresentaram as reivindicações de todo o setor, através de uma carta de pleitos que foi formalmente entregue à Secretaria, com doze pontos importantes para o reaquecimento dessa atividade econômica, e redução dos entraves provocados pela burocracia da Sema.
Os resultados foram animadores, e ao final da reunião, o engenheiro florestal Leonardo Carvalho, afirmou em seu discurso para os manifestantes presentes:“Essa é uma grande conquista para todos aqueles que vivem do setor florestal/madeireiro. Recebemos as melhores manifestações de boa vontade do Secretário de Meio Ambiente, que considerou legítimas todas as nossas reinvindicações.”
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O eng. florestal Leonardo Carvalho (e), coordenador do movimento, comemora as conquistas e sela acordo José Alberto Colares, Secretário de Estado de Meio Ambiente.
O Secretário de Meio Ambiente, José Alberto Colares, em seu discurso reafirmou as boas intenções da Sema e anunciou os procedimentos que adotaria para acelerar e dar transparência às demandas à sua Secretaria.
A manifestação mostrou ao Estado e à sociedade paraense a força desse importante segmento da economia do Pará, além do seu grande poder de mobilização.
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Houve intensa cobertura da imprensa, com reflexos nos principais telejornais do Pará, nas emissoras de rádio e matérias de destaque nos maiores jornais do estado.
Muitos objetivos do movimento já foram alcançados, para tornar novamente viável a atividade florestal/madeireira no Pará, de maneira socialmente justa e ambientalmente correta.
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