O número de mortes em acidentes com motocicletas, no Pará, aumentou 296% entre 2004 e 2011, pulando de 168 óbitos para 498, percentual acima da média nacional d3 263,5% entre 2011 e 2011. O número de acidentes com motos teve um salto entre 2004 e 2011: 586%, passando de 1.779 ocorrência para 10.437, segundo o Detran-Pa, que não vislumbra redução dessas estatísticas.
O Ministério da Saúde aponta que, em 2011, houve 155.656 internações por acidentes de trânsito, com custo de R$ 205 milhões. Os acidentes de moto corresponderam a 77.113 delas, totalizando gasto de R$ 96 milhões. O coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), traumato-ortopedista José Guataçara, estima que três de cada cinco leitos do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), ou dos prontos-socorro da 14 de Março ou do Guamá, são ocupados por motociclistas. 'Campanhas (educativas) mais fortes, como as de cigarros, certamente causariam mais impacto. Quando dou palestras sobre acidentes, mostro vídeos fortes para chocar mesmo, causar reflexão e fazer as pessoas pensarem muito bem antes de serem irresponsáveis', criticou Guataçara.
'A formação ruim dos motociclistas é amparada pelo próprio Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que estabelece a formação prática apenas em equilíbrio nos circuitos, ao invés de trânsito. A partir de 2007, o número de acidentes e mortos aumentou na proporção da frota. Quem pega quatro ônibus por dia, consegue pagar a mensalidade de uma moto e abastecer por um mês. Porém, compram e dirigem irresponsavelmente. Por ano, o número de acidentes cresce, em média, de 12% a 15%', informa o coordenador de Planejamento do Detran-PA, Carlos Valente.
Numa rápida caminhada com a reportagem até a rua ao lado da sede do Detran-PA, na avenida Augusto Montenegro, foi possível constatar várias infrações de motociclistas. Um mototaxista, por exemplo, conduzia uma mulher com um bebê no colo e uma criança aparentando ter menos de sete anos. Ao perceber que seria abordado, deu meia-volta.
Se em Belém, situações como essa são comuns, a partir de Ananindeua e demais municípios da Região metropolitana de Belém (RMB), a presença muito menor de agentes de trânsito facilita abusos: motociclistas com mais de dois passageiros na moto (alguns, crianças pequenas), dirigindo sem capacete (e sem capacete para o passageiro), dirigindo com calçados que não se firmam nos pés, na contramão e com excesso de velocidade. Quando há, o capacete está pendurado no braço, o que, em caso de acidente, pode causar amputação. Fonte: O Liberal
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