Apesar de aparentemente pacífico, a Tropa de Choque da Polícia Militar foi acionada e o comandante do 23º BPM, Tenente Coronel Mauro Sérgio está no local tentando acalmar os ânimos dos manifestantes para evitar o uso de força.
O interior do prédio foi desocupado agora há pouco e o protesto continua do lado de fora onde os manifestantes fazem uso de apitos e carro de som para serem ouvidos.
De acordo com uma das coordenadora do movimento, Maria Valdeci, a manifestação é uma busca por direito à moradia. “Não temos como cumprir a ordem de desocupação em 24 horas pois não temos pra onde ir”, diz Maria Valdelci, assegurando que a reivindicação é apenas moradia. Ela conta que já foram removidos várias vezes para diversas ocupações diferentes sob promessas de solucionar o problema.
Ela garante que desta vez não aceitarão a remoção e querem de fato a solução do problema que, ou seja, terrenos urbanizados. Ainda de acordo com a moradora estas área não deveriam ser tratadas como ocupação, pois o governo anterior entregou estes lotes e as pessoas que ali estão são de fato carentes, não tendo outros patrimônios. Porém, ainda segundo os comentários de Maria Valdeci, o atual governo está tirando os atuais moradores para entregar a área à outros sob a alegação de que não se enquadram no perfil de pessoas carentes e que necessitam de projeto habitacional do governo municipal.
Outro líder do movimento, Francisco Silva, qualificou como ditatorial a ação tomada pela SEHAB (Secretaria Municipal de Habitação) e garantiu que “se não for firmado um acordo à altura da necessidade tomarão atitudes drásticas. Ela cita como primeira o retorno das famílias para as respectivas áreas de origem, e caso sejam tiradas a força pela policia ocuparão os prédios públicos ficando neles até que tenham moradia definitiva.
Francisco Silva mensura que pelo menos 15 mil famílias morem nas 17 áreas consideradas como invasão, o que contabiliza pelo menos 60 mil pessoas representando 25% da população de Parauapebas.
Acordo – Segundo os líderes da manifestação, o prefeito de Parauapebas, Valmir Mariano, iria recebê-los para dar uma solução para o problema. Motivo que ainda os mantém na porta do prédio público.
Por Francesco Costa
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