Dona Maria Ferreira, 30 anos, que mora no Bairro da Paz, diz que investiu sua economia para se qualificar tecnicamente, visando melhores horizontes, vai ao Sine, em busca de oportunidade, mas se tornou um disco repetitivo a frase “experiência”. Ela lamenta muito ter investido e não conquistar o retorno esperado, informando que fez o curso de segurança do trabalho e pela falta de oportunidade e o mercado exigir experiência ela passou a trabalhar como diarista. Segundo ainda a moradora, o custo de vida na região é muito alto e ganhar salário mínimo e ter que pagar aluguel de trezentos reais para morar num cômodo e sustentar dois filhos, sem melhores oportunidades, leva-a a pensar seriamente em voltar para sua terra natal, onde o custo de vida é barato e pode encontrar a oportunidade que não encontrou na região e viver até melhor. Já o pai de família Paulo Almeida argumenta que está desempregado há um ano e, mesmo qualificado, não atua por falta de experiência. O mesmo sugere que autoridades públicas devem levar para sua esfera de competência esse desconforto, acreditando que o lema do governo federal é erradicar a fome e investir na educação, e a oportunidade?. Paulo Almeida conta que esteve no Sine semana passada e viu na vidraça a oferta de vagas para técnico de segurança tanto do sexo masculino como feminino. Seis candidatos foram encaminhados às empresas, mas os mesmos voltaram e não foram correspondidos pelo empregador, pois o Sine se esqueceu de acrescentar que o empregador estava exigindo experiência. O trabalhador enfatiza que isso é uma prática de exclusão social e que devemos nos mobilizar como cidadãos, chamando a atenção dos meios de comunicação para causar repercussão e, se necessário, chegar até o governo federal. A onde fica a inclusão social na cidade do minério, no papel, na contramão de um país que deseja avanços, mudanças?
Texto: Claudio Lima.

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