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Produção de minério da Vale cai pela primeira vez desde 2009.

As más condições climáticas fizeram com que a produção de minério de ferro da Vale caísse pela primeira vez desde 2009, quando a mineradora foi afetada pela forte retração econômica mundial. A produção de minério, carro-chefe da empresa, foi de 319,96 milhões de toneladas em 2012, recuo de 0,8% em relação ao ano anterior, informou a Vale em relatório nesta sexta-feira. Embora esperada, a queda foi menor que a estimada por analistas de mercado, que trabalhavam com expectativa de redução de 2% a 2,5%.
O desempenho melhor do que o esperado deve-se basicamente à maior produção no quarto trimestre, que somou 85,5 milhões de toneladas, um recorde para o período. Ironicamente, as chuvas acima da média que atrapalharam a atividade da empresa no início do ano ficaram abaixo da média no último trimestre, impulsionando a produção, que foi 1,9% superior à do terceiro trimestre e 3,1% maior à de igual período de 2011. Foi a primeira vez desde 2003 que a produção entre outubro e dezembro ficou acima da registrada entre julho e setembro.
Além disso, a antecipação da produção da mina N5 Sul, em Carajás (PA), também contribuiu para o melhor desempenho no último trimestre. No ano, porém, o polo de Carajás produziu 106,8 milhões de toneladas, 2,7% abaixo de 2011.
O recuo na produção deve influenciar negativamente o resultado financeiro anual da Vale, que será divulgado em 27 de fevereiro, após o fechamento da Bolsa. Analistas dizem, no entanto, que a menor média de preço do minério de ferro em 2012 e as já anunciadas baixas contábeis terão maior peso nos números. As estimativas para o lucro de 2012 variam de R$ 21 bilhões a R$ 22 bilhões, um tombo de até 47% em relação aos R$ 39,7 bilhões obtidos em 2011.
No último 20 de dezembro, a Vale anunciou que faria uma baixa contábil de US$ 4,2 bilhões no quarto trimestre em decorrência da reavaliação do projeto de níquel Onça Puma (PI), no qual problemas nos dois altos-fornos levaram à paralisação da produção, e de ativos de alumínio. Esta semana, o diretor financeiro da companhia, Luciano Siani, afirmou em encontro com analistas que novas revisões poderão ser feitas.
Além disso, analistas estimam um preço do minério de ferro praticado pela mineradora quase 30% menor no quarto trimestre de 2012 em relação ao quatro trimestre de 2011. A combinação desses fatores poderá levar a empresa a ter prejuízo em torno de R$ 4 bilhões no último trimestre, anulando parte do ganho obtido nos meses anteriores.
A produção de níquel também caiu em 2012, para 237 mil toneladas. Isso ocorreu principalmente por causa de paradas nas minas para manutenção no Canadá, que se prolongaram mais que o esperado. Os problemas em Onça Puma também afetaram o desempenho. A Vale espera retomar a atividade nesta mina apenas em 2013. "O ano de 2012 foi desafiador, dadas as condições climáticas adversas que afetaram a produção de minério de ferro no Brasil no primeiro trimestre e as paradas em Sudbury, Carborough Downs, VNC e Onça Puma causadas por problemas operacionais", disse a Vale em comunicado.

Para 2013, os analistas projetam um cenário mais positivo para a Vale. Ricardo Corrêa, analista-chefe da corretora Ativa, acredita que a produção vai se manter estável em 2013, com sucessivos aumentos de volume nos anos seguintes. A expectativa da própria empresa, segundo ele, é chegar a 2014 com uma produção de minério de ferro de 326 milhões de toneladas e a 2015 com 364 milhões de toneladas, alcançadas com a entrada em operação de novos projetos.
Sinais de reaquecimento da economia chinesa devem ajudar a minimizar a volatilidade dos preços do minério de ferro, na avaliação de Pedro Galdi, da corretora da SLW. Em 2012, o preço do minério do mercado spot (à vista) chinês chegou a cair abaixo de US$ 90 a tonelada. Esta semana já vem sendo negociado acima de US$ 150. A média para o ano deve ficar em US$ 110 e US$ 130 a tonelada, segundo estimativa de analistas, ante uma média em torno de US$ 125 em 2012.
- Houve uma retração nas compras de minério de ferro pela China no terceiro trimestre do ano passado e redução de seus estoques naquele período, jogando o preço para baixo. No quarto trimestre, a China voltou a comprar mais minério e a recompor seus estoques, elevando o preço novamente. Mas os estoques ainda estão mais baixos agora do que no mesmo período de 2012, o que significa que há espaço para mais apetite chinês - disse Galdi.
Os estoques de minério de ferro nos portos chineses estavam em cem milhões de toneladas em fevereiro de 2012 e fecharam janeiro de 2013 em 70 milhões de toneladas, de acordo com boletim da Steel Index.
Fonte::O globo




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