A voadeira, canoa de alumínio com motor de popa usada como meio de transporte fluvial pelos ribeirinhos da Amazônia, ganhou uma versão movida a energia solar em vez de combustível.
Com o uso contínuo, o barco trará mais economia de custos operacionais, diz o responsável pela invenção, o engenheiro florestal Carlos Gabriel Koury, 34.
A ideia, segundo ele, nasceu de sua experiência de nove anos de pesquisas na região. Nos deslocamentos, assim como os ribeirinhos, o engenheiro sempre precisou armazenar combustível em tonéis para percorrer longas distâncias.
Quando descobriu os motores elétricos, usados em barcos de pesca esportiva, Koury usou a tecnologia com a geração de energia fotovoltaica (renovável pelo sol).
A embarcação tem 6,7 metros de comprimento. O funcionamento é simples: seis placas solares que cobrem o barco captam a energia solar e a convertem em energia elétrica. Essa energia é armazenada em baterias e direcionada a três motores elétricos.
O sistema de captação, conversão e armazenamento da energia garantiu à voadeira solar uma autonomia de até 12 horas.
A voadeira pode levar seis pessoas. O custo de conversão de uma voadeira convencional é de cerca de R$ 20 mil, quase o dobro do de um motor convencional de 6 hp.
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