
A rodovia Transamazônica, ainda continua pedindo socorro ao governo principalmente no estado do Pará. Na região dentre Altamira e Anapu, onde inclusive está sendo construída a usina de Belo Monte, a situação da rodovia é ainda mais crítica. São sete quilômetros de escuridão, lamaçal e muito buracos no trecho, como mostrou a reportagem do jornal Nacional
Seu Ivan desceu do carro para ver se tinha condições de seguir viagem. Com ele estavam a mulher, a filha e a neta. “Tem 33 anos que moro aqui, e toda vida nesse sufoco”, lamenta a mulher.
“Vou ter que encarar. Vai ser o jeito. Eu não vou ficar no meio da chuva, vou tentar”, diz Ivan.
“Vou ter que encarar. Vai ser o jeito. Eu não vou ficar no meio da chuva, vou tentar”, diz Ivan.
Ivan conseguiu. Outros que arriscaram a travessia não tiveram a mesma sorte. À 1h da manhã, a chuva não parava, e a situação da Transamazônica era essa: uma estrada de lama. Um caminhão de azulejos ficou no caminho. A mesma coisa com uma carreta de combustível. Os motoristas precisam passar a noite no local. São 500 metros de atoleiro entre dois trechos de rodovia asfaltada. “Isso é uma vergonha. Um pedacinho de asfalto faltando e fica esse negócio que ninguém passa”, desabafa um homem.
“Estou indo para Brasil Novo. Só Deus sabe se vou conseguir. Lá na frente tem outro pior”, diz outro.
E tinha mesmo. Um veículo não conseguiu atravessar o atoleiro. Os passageiros precisaram desembarcar.
Entre os municípios de Brasil Novo e Medicilândia, a equipe do Jornal Nacional encontrou uma fila de caminhões e ônibus, provavelmente por causa de um atoleiro à frente. O caminhão afundou na lama e bloqueou a pista. Dezenas de pessoas ficaram no caminho. Os passageiros de outro ônibus estavam no local há mais de 20 horas.
A maior extensão da Transamazônica fica no Pará. Em 40 anos, apenas 20% da rodovia foram asfaltados no estado.
“Nunca entrou um governo para dar jeito nisso aqui, nunca. O povo aqui sofre demais, é um sofrimento”, reclama um homem.
“Somos todos brasileiros, vivemos com a mesma carga tributária. Mas em condições diferentes. Esse é o retrato do abandono e do descaso que vivemos aqui”, conclui um motorista.
O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) informou que empresas de conservação estão fazendo a manutenção da Transamazônica, e que se mantêm em prontidão para evitar a interrupção no tráfego. O prazo previsto para a conclusão das obras no trecho dos atoleiros é julho de 2015.
“Estou indo para Brasil Novo. Só Deus sabe se vou conseguir. Lá na frente tem outro pior”, diz outro.
E tinha mesmo. Um veículo não conseguiu atravessar o atoleiro. Os passageiros precisaram desembarcar.
Entre os municípios de Brasil Novo e Medicilândia, a equipe do Jornal Nacional encontrou uma fila de caminhões e ônibus, provavelmente por causa de um atoleiro à frente. O caminhão afundou na lama e bloqueou a pista. Dezenas de pessoas ficaram no caminho. Os passageiros de outro ônibus estavam no local há mais de 20 horas.
A maior extensão da Transamazônica fica no Pará. Em 40 anos, apenas 20% da rodovia foram asfaltados no estado.
“Nunca entrou um governo para dar jeito nisso aqui, nunca. O povo aqui sofre demais, é um sofrimento”, reclama um homem.
“Somos todos brasileiros, vivemos com a mesma carga tributária. Mas em condições diferentes. Esse é o retrato do abandono e do descaso que vivemos aqui”, conclui um motorista.
O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) informou que empresas de conservação estão fazendo a manutenção da Transamazônica, e que se mantêm em prontidão para evitar a interrupção no tráfego. O prazo previsto para a conclusão das obras no trecho dos atoleiros é julho de 2015.
Fonte: folha do Para.