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Presos ateiam fogo dentro da carceragem da Cadeia do Rio Verde

No final da tarde desta quarta-feira (25), as Polícias Civil e Militar tentaram iniciar uma revista na carceragem da Delegacia do Rio Verde, baseados em uma denúncia de que os presos arquitetavam uma fuga em massa.
Por volta da 18h00, a visita surpresa da PM não agradou os 70 presos de justiça que estão lotados em três celas da carceragem. Os detentos começaram um alvoroço e atearam fogo em colchões, redes, roupas e outros objetos no intuito de intimidar a polícia para que não adentrassem as celas, pois os mesmos tinham de posse fendas, facas e objetos de perfuração que auxiliavam na cava de buracos que estavam sendo feitos por eles nas paredes.
A rebelião não deu muito certo para os presos, pois a grande quantidade de fumaça e fogo se alastrou rapidamente no local causando asfixia nos detentos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e apagaram as chamas que tomavam todo o interior das celas. Os presos foram colocados para o lado de fora do prédio sentados ao chão, para serem conferidos e examinados se algum não havia se queimado ou desmaiado por causa da fumaça e do fogo no local.
De acordo com o Major Juníso da PM, a situação era bem crítica, graças ao pelotão de choque de Belém que está na região para apaziguar conflitos agrários foi que entrou na carceragem e tirou os presos. Ainda segundo ele, cada tropa tem uma especialidade e treinamento e que não iria colocar também a vida de sua tropa em risco. “Todos sabem que a situação carcerária de Parauapebas é completamente fora do padrão, ela funciona em um prédio de uma antiga delegacia, provisoriamente em uma área urbana sem nenhuma condição de segurança e de permanência. Eu não iria autorizar a entrada de nossa tropa no fogo e amanhã poderia os presos estar todos mortos, aí as autoridades atentariam para o drama carcerário de Parauapebas”, disse Juníso.
O comando de Batalhão de Choque de Belém, liderados na região por capitão Fábio, composto de 30 homens, que está na região há quase um mês,  foi quem serviu de auxílio para a Polícia Militar junto com o Corpo de Bombeiros. Segundo o delegado Aquino da Polícia Civil, os detentos correram risco de morte. Interrogado se os presos seriam remanejados, o mesmo respondeu que não,  a empresa Clean faria uma limpeza no local para que os presos pudessem voltar para as celas, visto que não tem outro local para serem colocados. “Irei colocar toda a situação em nosso relatório e instaurar um inquérito de urgência referente às más condições carcerárias em Parauapebas e enviar para as autoridades competentes”, disse Aquino. Representantes da Ordem dos Advogados- OAB Subseção Parauapebas, Dr. Ademir Donizete Fernandes esteve presente no local para acompanhar a vistoria da situação carcerária no município. “A questão pontual em primeiro lugar nós como representantes da OAB da Comissão dos Direitos Humanos viemos averiguar a condições carcerárias e também para acompanhar ao fato para garantir a integridade física dos presos, e o que foi constatado é que as principais causas do motim, são as péssimas condições de convivência na carceragem”, disse Ademir Fernandes da OAB. 
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